quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Lectio Divina

Tua palavra é lâmpada para guiar os meus passos,


é luz que ilumina o meu caminho (Salmo 119,105)


TEXTO BÍBLICO: João 1.35-42


Os primeiros discípulos de Jesus

35No dia seguinte, João estava outra vez ali com dois dos seus discípulos.  36Quando viu Jesus passar, disse:

— Aí está o Cordeiro de Deus!

37Quando os dois discípulos de João ouviram isso, saíram seguindo Jesus.  38Então Jesus olhou para trás, viu que eles o seguiam e perguntou:

— O que é que vocês estão procurando?

Eles perguntaram:

— Rabi, onde é que o senhor mora? (“Rabi” quer dizer “mestre”.)

39— Venham ver! — disse Jesus.

Então eles foram, viram onde Jesus estava morando e ficaram com ele o resto daquele dia. Isso aconteceu mais ou menos às quatro horas da tarde.

40André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois homens que tinham ouvido João falar a respeito de Jesus e por isso o haviam seguido.  41A primeira coisa que André fez foi procurar o seu irmão Simão e dizer a ele:

— Achamos o Messias. (“Messias” quer dizer “Cristo”.)

42Então André levou o seu irmão a Jesus. Jesus olhou para Simão e disse:

— Você é Simão, filho de João, mas de agora em diante o seu nome será Cefas. (“Cefas” é o mesmo que “Pedro” e quer dizer “pedra”.)

 


 


 


 


1. LEITURA


Que diz o texto?

Pistas para leitura

Queridos Lectionautas:

Em sentido estrito, neste Domingo começamos o ciclo B do Tempo Comum, no qual leremos preponderantemente o Evangelho segundo são Marcos. No entanto, hoje, para abrir o ciclo, paradoxalmente, temos um episódio tirado do primeiro capítulo do Evangelho segundo são João.

O Evangelho de João começa com um belo “prólogo” que escutamos durante o Tempo do Natal e, a seguir, relatam-se cenas variadas ao longo de “uma semana” da vida de Jesus, concluindo-se com as Bodas de Caná, no começo do capítulo 2. Vale a pena ter a Bíblia aberta em Jo 1–2 e ir contemplando a realização destes acontecimentos que vão “revelando” progressivamente a pessoa de Jesus.

O Evangelho que hoje partilhamos é tirado do “terceiro dia” desta “primeira semana” de Jesus no Evangelho de João. Percebe-se com clareza o início de uma nova unidade literária mediante a expressão “no dia seguinte”. É uma importante cena de transição, onde se “passa” do Antigo ao Novo Testamento, onde João Batista reconhece em Jesus o Messias esperado e, por isso, não retém seus discípulos para si, mas orienta-os até Jesus. João começa a “diminuir” para que Jesus “cresça”. O Batista guia e dirige seus discípulos para o “mais Forte”…

Neste contexto, João Batista define Jesus no v. 36 como o Cordeiro de Deus (já o havia feito no v. 29 como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo). A palavra “cordeiro” evoca, no Israel da época de Jesus, a ideia de sacrifício, onde este animal (gado miúdo) era utilizado para os diversos sacrifícios e recordava os “grandes sacrifícios” na história do povo (1. Sacrifício diário no Templo, manhã e tarde; 2. Sacrifício em lugar de Isaac; 3. Sacrifício na noite de Páscoa; 4. Sacrifício do Servo Sofredor que se oferece pelos pecados).


Jesus é, claramente, o Cordeiro de Deus, mas não no mesmo plano que os sacrifícios da história de Israel mencionados mais acima. É evidente a superioridade de Jesus como Cordeiro de Deus… Sua vinda, de fato, suprime, da parte de Deus, a necessidade dos ritos antigos, visto que ele mesmo se oferece e é a “vítima perfeita” que realiza a reconciliação plena e total entre os homens e Deus.

É interessante a pergunta de Jesus aos discípulos de João que o seguem: “O que é que vocês estão procurando?” Eles responderão, por sua vez, com outra pergunta: “Rabi, onde é que o senhor mora?” A resposta de Jesus não se deixa esperar: “Venham ver”. Estes discípulos querem saber algo sobre Jesus, e recebem como resposta um convite para fazer a experiência de encontro: precisam segui-lo e, então, verão. Talvez os discípulos buscassem um conhecimento mais superficial, quiçá quisessem conhecer “dados” sobre Jesus. O Senhor vai mais além e convida-os a ter um encontro vivo e vital com ele. Diz-nos o evangelista que ficaram todo o dia com Jesus.

No v. 40, ficamos sabendo que um dos discípulos era André, irmão de Simão Pedro. A experiência do encontro com Jesus foi tão intensa, que a primeira coisa que ele faz é buscar seu irmão e dizer-lhe que encontrou o Messias.

É claro que, com a chegada de Jesus, o Messias, o Cristo, a espera do povo chega a seu fim: os homens se encontram “face a face” com o Deus que vem para salvá-los.

A apresentação feita por João Batista desencadeia um tipo de comunicadores admiráveis, que vão passando de um para outro o inadiável descobrimento. Quem teve a graça extraordinária de estar com Cristo convida outros a ter a mesma experiência.

Não podemos calar o que temos visto e ouvido, vai dizer-nos a Primeira Carta de João (1,1-4).

Para levar em conta: Messias (v. 41) é o aportuguesamento do termo hebraico Meshiah, que significa “Ungido”. Cristo é o aportuguesamento do termo grego Cristos, que significa também “Ungido”. Ademais, este último termo passou a ser “nome próprio” de Jesus mesmo. Ou seja, em determinado nível, as palavras Messias, Cristo e Ungido podem ser sinônimas e equivalentes. Para os tradutores da Escritura, em muitos casos é bastante difícil apresentar uma tradução única e coerente, dadas a multiplicidade e a mobilidade das referidas palavras.

Outros textos bíblicos a serem comparados: Mt 4.18-20; Mc 1.16-18; Mt 16.18; Mc 3.16; Jo 19.36; 1Co 5.7; 1Pe 1.19; Ap 5.6-10.

Perguntas para a leitura

·         Que indicações temporais temos no relato? Que referências a tempos precisos aparecem?

·         Quem se encontra no começo da cena? Quem passa por ali?

·         Como João Batista apresenta Jesus? Comparar esta apresentação com Jo 1,29.

·         O que fazem os discípulos quando escutam as palavras de João?

·         O que faz e diz Jesus em um primeiro momento?

·         O que os discípulos perguntam a Jesus?

·         O que lhes responde o Mestre?

·         O que fazem, então, os discípulos?

·         Quem era André e o que faz imediatamente depois de fazer esta experiência de encontro com Jesus?

·         Quem é trazido por André até Jesus?

·         O que Jesus diz a Simão?

 


2 – MEDITAÇÃO


O que me diz? O que nos diz?

Perguntas para a meditação

·         Busco relacionar-me com pessoas que me aproximem cada vez mais de Jesus?

·         Sou para os outros um “João Batista” que indica onde está o Deus vivo e verdadeiro, o Cordeiro de Deus?

·         O que significa para mim, hoje, que Jesus seja o Cordeiro de Deus? Que impacto tem em minha vida este momento da Missa onde o sacerdote apresenta Jesus como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo?

·         Sigo Jesus que passa ao meu lado, que se aproxima do caminho de minha vida?

·         O que eu responderia hoje a Jesus, se ele me perguntasse o que quero, o que desejo?

·         Animo-me a perguntar a Jesus onde ele vive, onde mora, em definitivo: onde ele está, de maneira particular, para encontrar-se comigo?

·         Sou capaz de aceitar a proposta de Jesus: segue-me e verás?

·         Disponho-me a fazer a experiência de encontro com o Mestre? Tenho vontade de passar “todo um dia” com ele?

·         Priorizo o encontro vital com o Senhor, ou prefiro somente encher minha cabeça com dados e outrinas? Busco equilibrar todas as formas de “conhecimento” do Mistério de Cristo em minha vida?

·         A experiência de encontro com Jesus me transforma em um comunicador de sua presença aos demais irmãos?

·         A quem, de modo particular, deverei contar, hoje, que encontrei o Messias, o Cristo?

·         Deixo que Jesus me confirme em minha fé como “pedra”, juntamente com Pedro, filho de João e irmão de André que agora é Cefas, isto é, Pedro?

3 – ORAÇÃO


O que lhe digo? O que lhe dizemos?

Para orar com este texto, proponho-lhes algumas linhas do Papa Bento XVI em Deus caritas est 1, que iluminam de maneira particular este convite do Evangelho de hoje a viver a fé cristã como um encontro com Jesus Cristo:

…Ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo…

Como posso otimizar, definitivamente, meu encontro com Jesus Cristo, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade?

4 – CONTEMPLAÇÃO

Como interiorizo a mensagem? Como interiorizamos a mensagem?

Para a contemplação deste texto, e de todo o texto bíblico, hoje, mais do que nunca, seria muito bom poder fazer uma oração de adoração diante do sacrário, ou diante do Santíssimo exposto no templo.

Recordemos o que a Igreja sempre nos ensina: dentre as múltiplas presenças de Cristo, a Eucaristia é a presença “por antonomásia” (por excelência). No Pão Consagrado, ele está real e totalmente presente, vivo, para ser adorado. Por isso, diante da pergunta “onde moras?”, a resposta principal, hoje, é: na Eucaristia.

Somos convidados, pois, a realizar a experiência de encontro com o Mestre e Messias em um momento forte de adoração eucarística para contemplar este e todos os textos da Escritura com os quais realizamos a Lectio Divina.

5 – AÇÃO

A que me comprometo? A que nos comprometemos?

Propostas pessoais

·         Buscar, cada dia, um conhecimento mais profundo de Jesus na oração, fazendo experiência de encontro com ele.

·         Mostrar a algum amigo ou conhecido quem é Jesus.

Propostas comunitárias

·         Ter uma atitude missionária como grupo, dando a conhecer onde mora o Messias, o Cristo.

·         Propor aos dirigentes e assessores de sua comunidade a realização de um retiro de um dia para seu grupo, buscando viver a experiência de André e do outro discípulo.


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Diocese realizou Lançamento Oficial do Bote Fé Petrolina
A Diocese de Petrolina realizou na tarde de ontem (02), no Palácio Diocesano, o Lançamento Oficial do Bote Fé Petrolina, evento que acolherá os símbolos da Jornada Mundial da Juventude – a Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora – que acontecerá no município nos próximos dias 27 e 28 de janeiro.
Para compor a mesa, foram convidados o Bispo Dom Manoel dos Reis de Farias, o Assessor do Setor Juventude na Diocese, Pe. Givanildo José de Souza, o prefeito Julio Lossio e o Superintendente de Juventude do município, Robson Rocha. No início da cerimônia, o jovem Danylo Max cantou o hino do Bote Fé Petrolina, de sua composição, animando a todos no local.
O evento ainda contou com a presença de secretários municipais, do Pe. Manoel Rodrigues, do Frei Erivan, jovens das paróquias São Francisco de Assis, Santa Luzia, Nossa Senhora Rainha dos Anjos, Sagrada Família, São João Batista, São Paulo Apóstolo, São José, Nossa Senhora das Dores e Santa Rita de Cássia, além de representantes das Dioceses de Juazeiro e Salgueiro e de jovens de Santa Maria da Boa Vista.
O Superintendente de Juventude, Robson Rocha, explanou sobre a realização da próxima Jornada Mundial da Juventude, que será realizada no Rio de Janeiro, em 2013, destacou a dimensão do evento em Petrolina. “Todas as capitais estão realizando o Bote Fé e apenas Petrolina e Aparecida do Norte são as únicas cidades que vão realizar um grande evento com porte de capital, então isso mostra o quanto a nossa juventude, o quanto a nossa Diocese vem crescendo, vem se desenvolvendo cada dia mais. O Bote Fé vai despertar ainda mais o nosso compromisso, a nossa fé e, com certeza, o nosso engrandecimento, porque a partir do momento em que engrandecemos a nossa fé, engrandecemos a nossa alma”, ressaltou.
O Assessor do Setor Juventude da Diocese, Padre Givanildo José de Souza, anunciou a programação oficial do evento, frisando os aspectos que ele abrangerá. “A programação do nosso Bote Fé contempla vários aspectos: sociais, o aspecto religioso, mas também o aspecto da animação, da festividade, da celebração da vida. A peregrinação da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora quer trazer para o nosso Sertão essa dimensão do encontro pessoal com Deus, mas também da celebração da vida, o render graças e louvores, dar glórias a Deus, por isso em toda a nossa programação, nós vamos ver contemplados todos esses elementos, tanto no aspecto social – na visita a diversas realidades da nossa cidade de Petrolina, como também shows – em momentos de celebração da vida, de encontros pessoais com o próprio Jesus”, afirmou.
O prefeito Julio Lossio destacou a importância do evento para a cidade e empenho da Prefeitura para sua realização. “Eu fico muito feliz em poder participar de acontecimentos tão importantes da Igreja durante a gestão municipal, assim como a mudança de bispado e agora, esse evento grandioso para a juventude, o Bote Fé Petrolina. Estamos empenhados em organizar a cidade com a limpeza urbana e com todo o apoio possível para esse evento que será marcado pela fé cristã e pela acolhida de símbolos importantíssimos que percorrem todo o Brasil, a Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora. Estamos nos preparando para receber a pré-Jornada em 2013”, expressou.
Calorosamente acolhido pela juventude presente, o Bispo Dom Manoel dos Reis de Farias oficializou o evento e chamou a atenção dos jovens para o compromisso assumido. “O nosso saudoso João Paulo II sempre teve uma admiração pela juventude, e admirando, confiando e responsabilizando, por isso que no final do ano santo, ele confiou, desafiou a juventude, pedindo que ela recebesse aquela cruz e a levasse pelo mundo inteiro. A cruz é sinal de libertação, porque foi nela que Cristo ofereceu-se totalmente a nós, derramando o Seu sangue para a nossa salvação. Então esse é um momento forte, em que a juventude se anima mais e é na firmeza na fé que nós declaramos neste momento que este evento em nossa Diocese está oficializado”, anunciou.
Ainda durante o evento, Dom Manoel deu o primeiro ‘clique’ oficial no blog do Bote Fé Petrolina, com o seguinte endereço eletrônico: www.botefeempetrolina.blogspot.com, lançando-o perante todos e os convidando para o acesso.
Cruz Peregrina e Ícone de Maria – Em 1984, o papa João Paulo II presenteou a juventude católica com a Cruz Peregrina, “como símbolo do amor de Cristo pela humanidade”. Com este símbolo, os jovens receberam a missão de ir por todo o mundo evangelizando e sendo testemunhas vivas do poder do amor de Deus. Em 2003, ele concedeu um segundo símbolo de fé cristã para ser levado pelo mundo, o Ícone de Nossa Senhora. Em preparação para a próxima Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá no Rio de Janeiro, em julho de 2013, estes símbolos já estão percorrendo o nosso país.
Programação
27 de janeiro de 2012
16h30 – Concentração da juventude com atrações musicais na Orla
17h – Chegada da Cruz Peregrina e do Ícone de Nossa Senhora
17h30 – Via Sacra
Shows - 18h30 – Danilo Max
20h – Anjos de Resgate
Procissão com a Cruz e o Ícone até a Catedral
28 de janeiro de 2012
6h30 – Ofício e Celebração Eucarística na Catedral
8h – Peregrinação da Cruz e do Ícone pela cidade
8h – Hospital Dom Malan – “Eu estava doente e vocês cuidaram de mim”
9h30 – Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes – “Eu estava na prisão e vocês vieram me visitar”
11h – 72º Batalhão de Infantaria Motorizado (72º BIMtz) – “Felizes os que buscam a paz”
15h – Funase/Case (Passando pelo Petrape) – “O Espírito me enviou para levar a boa nova aos pobres”
16h30 – João de Deus – “Eu vim para que todos tenham vida”
Shows – 18h – WR17
Missionário Shalom
29 de janeiro de 2012
8h – Saída da Cruz Peregrina e do Ícone de Nossa Senhora para a cidade de Santa Cruz da Venerada. Em seguida, segue para a Diocese de Salgueiro.
Texto: Ascom/ Setor Juventude
Foto: Marcizo Ventura

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

JMJ 2013

A cidade do Rio de Janeiro se prepara para receber um dos maiores eventos da Igreja Católica de todos os tempos, a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que se realizará de 23 a 28 de julho de 2013. Com a previsão de participação de milhões de jovens católicos, a JMJ já ganhou um embaixador: o Cristo Redentor.
Réplicas do monumento, com 3,8 metros de altura, serão expostas a partir de março em capitais de todo o mundo. A primeira cópia de um dos mais famosos cartões-postais da cidade será levada ao Vaticano.
Criadas por carnavalescos de escolas de samba, as réplicas da mostra itinerante “Cristo Redentor para Todos” também passarão por alguns estados brasileiros junto com os Símbolos da JMJ, a Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora. A Comissão Especial da Jornada Mundial da Juventude – formada por representantes dos governos federal, estadual e municipal e da arquidiocese do Rio de Janeiro – conta com grupos de trabalho para melhorar a logística da cidade e disponibilizar acomodações, além de preparar a cidade para a visita do papa Bento XVI, que participará da JMJ.
A programação do evento inclui catequeses, palestras, shows e um encontro com o Santo Padre. Também está prevista a instalação de 27 palcos, espalhados por toda a Cidade Maravilhosa, que representarão os estados brasileiros. Entre os espaços estudados para receber a jornada estão o Aterro do Flamengo, Centro, Barra e Santa Cruz.
"A Jornada Mundial da Juventude é uma grande oportunidade para revigorar a fé, a participação e, principalmente, para mostrar o rosto jovem da Igreja para o mundo inteiro", disse o presidente do Comitê Organizador Local da Jornada Mundial da Juventude do Rio e arcebispo metropolitano, dom Orani João Tempesta.
O trabalho dos organizadores da JMJ foi elogiado pelo presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, cardeal Stanislaw Rylko. "Devemos destacar a grande disponibilidade das autoridades civis brasileiras que trabalham para suprir as necessidades organizacionais ditadas pela JMJ", afirmou o cardeal.

domingo, 1 de janeiro de 2012

REZANDO COM O EVANGELHO DO DIA
(LECTIO DIVINA)

Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm


Tempo do Natal – 2 de janeiro


1)  Oração

Deus eterno e todo-poderoso, nós vos pedimos que o Salvador, qual nova luz dos céus para a redenção do mundo, se levante cada dia para renovar os nossos corações. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

2)   Leitura do Evangelho  (João 1,19-28)

19Este foi o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar-lhe: Quem és tu? 20Ele fez esta declaração que confirmou sem hesitar: Eu não sou o Cristo. 21Pois, então, quem és?, perguntaram-lhe eles. És tu Elias? Disse ele: Não o sou. És tu o profeta? Ele respondeu: Não. 22Perguntaram-lhe de novo: Dize-nos, afinal, quem és, para que possamos dar uma resposta aos que nos enviaram. Que dizes de ti mesmo? 23Ele respondeu: Eu sou a voz que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como o disse o profeta Isaías (40,3).24Alguns dos emissários eram fariseus. 25Continuaram a perguntar-lhe: Como, pois, batizas, se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta? 26João respondeu: Eu batizo com água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis. 27Esse é quem vem depois de mim; e eu não sou digno de lhe desatar a correia do calçado. 28Este diálogo se passou em Betânia, além do Jordão, onde João estava batizando.

3) Reflexão  - Jo 1,19-28

*  O evangelho de hoje fala do testemunho de João Batista. Os judeus enviaram “sacerdotes e levitas” para interroga-lo. Da mesma maneira, alguns anos depois, mandaram pessoas para controlar a atividade de Jesus (Mc 3,22). Há uma semelhança muito grande entre as respostas do povo a respeito de Jesus e as perguntas que as autoridades dirigiram a João. Jesus perguntou aos discípulos: “Quem diz o povo que eu sou?”. Eles responderam: “Elias, João Batista, Jeremias, algum dos profetas” (cf. Mc 8,27-28). As autoridades fizeram as mesmas perguntas a João: “Quem é você: o Messias?, Elias?, o Profeta?” João respondeu citando o profeta Isaías: “Eu sou a voz que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor”. Os três outros evangelhos também trazem a mesma afirmação a respeito de João: ele não é o Messias, mas veio para preparar a vinda do messias. (cf. Mc 1,3; Mt 3,3; Lc 3,4). Todos os quatro evangelhos dão uma atenção muito grande à atividade e ao testemunho de João Batista. Qual o motivo desta insistência deles em dizer que João não é o Messias?
*  João Batista tinha sido executado por Herodes em torno do ano 30. Mas até o fim do primeiro século, época em que foi escrito o Quarto Evangelho, a liderança do Batista continuava muito forte entre os judeus. Mesmo depois da sua morte a memória de João continuava a exercer uma grande influência na vivência da fé do povo. Ele era visto como o profeta (Mc 11,32). Era o primeiro grande profeta que apareceu depois de séculos ausência de profetas. Muitos o consideravam como o Messias. Quando, nos anos 50, Paulo passou por Éfeso lá na Ásia Menor, ele encontrou um grupo de pessoas que tinham sido batizadas no nome de João (cf. At 19,1-4). Por isso, era importante divulgar o testemunho do próprio João Batista dizendo que não era o Messias e apontando Jesus como o messias. Assim, o próprio João contribuía para irradiar melhor a Boa Nova de Jesus.
*  “Como é que você batiza se não é o Messias, nem Elias, nem o profeta?” A resposta de João é outra afirmação que aponta Jesus como o Messias: "Eu batizo com água, mas no meio de vocês existe alguém que vocês não conhecem, e que vem depois de mim. Eu não mereço nem sequer desamarrar a correia das sandálias dele". E um pouco mais adiante (Jo 1,33), João faz alusão às profecias que anunciavam a efusão do Espírito para os tempos messiânicos: “Aquele sobre quem você vir o Espírito descer e pousar, esse é quem batiza com o Espírito Santo” (cf Is 11,1-9; Ez 36,25-27; Joel 3,1-2).

4) Para um confronto pessoal

1) Teve algum João Batista na sua vida que preparou em você o caminho para Jesus?
2) João foi humilde. Não se fez maior do que era na realidade: você já foi batista para alguém?

5) Oração final

Os confins da terra puderam ver
a salvação de nosso Deus.
Aclamai o Senhor, povos todos da terra;
regozijai-vos, alegrai-vos e cantai. (Sal 97, 3-4)







REZANDO COM O EVANGELHO DO DIA
(LECTIO DIVINA)

Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm

Tempo do Natal – 3 de janeiro

1) Oração

Ó Deus, pelo nascimento do vosso Filho, iniciastes maravilhosamente a redenção do vosso povo. Concedei aos vossos servos e servas uma fé tão firme, que nos deixemos conduzir por ele e cheguemos à glória prometida. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

2) Leitura do Evangelho  (João 1, 29-34)

29No dia seguinte, João viu Jesus que vinha a ele e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 30É este de quem eu disse: Depois de mim virá um homem, que me é superior, porque existe antes de mim. 31Eu não o conhecia, mas, se vim batizar em água, é para que ele se torne conhecido em Israel. 32(João havia declarado: Vi o Espírito descer do céu em forma de uma pomba e repousar sobre ele.) 33Eu não o conhecia, mas aquele que me mandou batizar em água disse-me: Sobre quem vires descer e repousar o Espírito, este é quem batiza no Espírito Santo. 34Eu o vi e dou testemunho de que ele é o Filho de Deus.

3) Reflexão  - Jo 1, 29-34

*  No Evangelho de João história e símbolo se misturam. No texto de hoje, o simbolismo consiste sobretudo em evocações de textos conhecidos do Antigo Testamento que revelam algo a respeito da identidade de Jesus. Nestes poucos versos (João 1,29-34) existem as seguintes expressões com densidade simbólica: 1) Cordeiro de Deus; 2) Tirar o pecado do mundo; 3) Existia antes de mim; 4) A descida do Espírito sob a imagem de uma pomba; 5) Filho de Deus.
*  1. Cordeiro de Deus. Este título evocava a memória do êxodo. Na noite da primeira Páscoa, o sangue do Cordeiro Pascal, passado nas portas das casas, tinha sido sinal de libertação para o povo (Ex 12,13-14). Para os primeiros cristãos Jesus é o novo Cordeiro Pascal que liberta o seu povo (1Cor 5,7; 1Pd 1,19; Ap 5,6.9).
*  2. Tirar o pecado do mundo. Evoca a frase tão bonita da profecia de Jeremias: “Ninguém mais precisará ensinar seu próximo ou seu irmãos dizendo: “Procure conhecer a Javé” Por que todos, grandes e pequenos, me conhecerão, pois eu perdôo suas culpas e esqueço seus erros” (Jer 31,34).
*  3. Existia antes de mim. Evoca vários textos dos livros sapienciais, nos quais se fala da Sabedoria de Deus que existia antes de todas as outras criaturas e que estava junto de Deus como mestre-de-obras na criação do universo e que, por fim, foi morar no meio do povo de Deus (Prov 8,22-31; Eclo 24,1-11).
*  4. Descida do espírito como imagem de uma pomba. Evoca a ação criadora onde se diz que “o espírito de Deus pairava sobre as águas “ (Gn 1,2). O texto de Gênesis sugere a imagem de um pássaro que fica esvoaçando em cima do ninho. Imagem da nova criação em andamento através da ação de Jesus.
*  5. Filho de Deus: é o título que resume todos os outros. O melhor comentário deste título é a explicação do próprio Jesus: “As autoridades dos judeus responderam: "Não queremos te apedrejar por causa de boas obras, e sim por causa de uma blasfêmia: tu és apenas um homem, e te fazes passar por Deus." Jesus disse: "Por acaso, não é na Lei de vocês que está escrito: 'Eu disse: vocês são deuses'? Ninguém pode anular a Escritura. Ora, a Lei chama de deuses as pessoas para as quais a palavra de Deus foi dirigida. O Pai me consagrou e me enviou ao mundo. Por que vocês me acusam de blasfêmia, se eu digo que sou Filho de Deus? Se não faço as obras do meu Pai, vocês não precisam acreditar em mim. Mas se eu as faço, mesmo que vocês não queiram acreditar em mim, acreditem pelo menos em minhas obras. Assim vocês conhecerão, de uma vez por todas, que o Pai está presente em mim, e eu no Pai." (Jo 10,33-39)

4) Para um confronto pessoal

5) Oração final

Cantai ao Senhor um cântico novo,
porque ele operou maravilhas.
Sua mão e seu santo braço lhe deram a vitória. (Sal 97, 1)
















REZANDO COM O EVANGELHO DO DIA
(LECTIO DIVINA)

Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm

Tempo do Natal – 4 de janeiro

1) Oração

Ó Deus, sede a luz dos vossos fiéis e abrasai seus corações com o esplendor da vossa glória, para reconhecerem sempre o Salvador e a ele aderirem totalmente. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

2) Leitura do Evangelho  (João 1, 35-42)

35No dia seguinte, estava lá João outra vez com dois dos seus discípulos. 36E, avistando Jesus que ia passando, disse: Eis o Cordeiro de Deus. 37Os dois discípulos ouviram-no falar e seguiram Jesus. 38Voltando-se Jesus e vendo que o seguiam, perguntou-lhes: Que procurais? Disseram-lhe: Rabi (que quer dizer Mestre), onde moras? 39Vinde e vede, respondeu-lhes ele. Foram aonde ele morava e ficaram com ele aquele dia. Era cerca da hora décima. 40André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que tinham ouvido João e que o tinham seguido. 41Foi ele então logo à procura de seu irmão e disse-lhe: Achamos o Messias (que quer dizer o Cristo). 42Levou-o a Jesus, e Jesus, fixando nele o olhar, disse: Tu és Simão, filho de João; serás chamado Cefas (que quer dizer pedra).

3) Reflexão   (Jo 1, 35-42)

*  No evangelho de hoje, João Batista, novamente, aponta Jesus como “Cordeiro de Deus”. E dois dos seus discípulos, animados pelo próprio João, foram em busca de Jesus e perguntam: “Onde o senhor mora?”. Jesus responde: "Venham e vejam!" É convivendo com Jesus, que eles mesmos poderão verificar e confirmar se era isto que estavam buscando. O encontro confirmou a busca, pois os dois nunca mais esqueceram a hora do encontro. Quase setenta anos depois, João lembra: “Eram quatro horas da tarde!”
*  Quando uma pessoa é muito amada, ela costuma receber muitos apelidos, nomes ou títulos que expressam o carinho. No Evangelho de João, Jesus recebe muitos títulos e nomes que expressam o que ele significava para os primeiros cristãos. Estes nomes traduzem o desejo dos primeiros cristãos de conhecer melhor quem é Jesus para poder amá-lo com maior coerência. O quarto Evangelho é uma catequese muito bem feita. Os títulos e nomes de Jesus, que vão aparecendo durante os encontros e as conversas das pessoas com ele, fazem parte desta catequese. Eles ajudam os leitores e as leitoras a descobrir como e onde Jesus se revela nos encontros do dia-a-dia da vida. Ao longo dos seus 21 capítulos, através destes nomes e títulos, o evangelista João nos vai revelando quem é Jesus.
*  Também hoje, nossas comunidades devem poder dizer: "Venham e vejam!" É ver e experimentar para poder testemunhar. O apóstolo João escreve na sua primeira carta: "A vida se manifestou. Nós a vimos e dela damos testemunho!" (1Jo 1,2)
*  As pessoas que vão sendo chamadas professam a sua fé em Jesus através de títulos como: Cordeiro de Deus (Jo 1,36); Rabi (Jo 1,38); Messias ou Cristo (Jo 1,41); “aquele de quem escreveram Moisés, na Lei, e os profetas” (Jo 1,45); Jesus de Nazaré, o filho de José (Jo 1,45), Filho de Deus (Jo 1,49); Rei de Israel (Jo 1,49); Filho do Homem (Jo 1,51). São oito títulos em apenas quinze versos! A cristologia dos primeiros cristãos não começa com reflexões teóricas, mas com nomes e títulos que exprimem o carinho, o compromisso e o amor.
*  André descobriu que Jesus é o Messias. Ele gostou tanto do encontro, que partilhou sua experiência com o irmão e deu testemunho: "Encontramos o Messias!" Em seguida, conduziu o irmão até Jesus. Encontrar, experimentar, partilhar, testemunhar, conduzir até Jesus! É assim que a Boa Nova se espalha pelo mundo, até hoje! Conosco pode acontecer o que aconteceu com o irmão de André. No encontro com Jesus, ele teve seu nome mudado de Simão para Cefas (Pedra ou Pedro). Mudança de nome significa mudança de rumo. O encontro com Jesus pode produzir mudanças profundas na vida da gente. Deus queira!

4) Para um confronto pessoal

1) Como foi o chamado de Jesus em sua vida? Teve alguma mudança de rumo?
2) Você lembra a hora e o lugar de acontecimentos importantes da sua vida?

5) Oração final

Exultem em brados de alegria diante do Senhor que chega,
porque ele vem para governar a terra.
Ele governará a terra com justiça,
e os povos com eqüidade. (Sal 97, 8-9)










REZANDO COM O EVANGELHO DO DIA
(LECTIO DIVINA)

Reflexões de Frei Carlos Mesters, O.Carm

Tempo do Natal – 5 de janeiro


1) Oração

Deus eterno e todo-poderoso, pela vinda do vosso Filho, vos manifestastes em nova luz. Assim como ele quis participar da nossa humanidade, nascendo da Virgem, dai-nos participar de sua vida no Reino. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

2) Leitura do Evangelho  (João 1, 43-51)

43No dia seguinte, tinha Jesus a intenção de dirigir-se à Galiléia. Encontra Filipe e diz-lhe: Segue-me. 44(Filipe era natural de Betsaida, cidade de André e Pedro.) 45Filipe encontra Natanael e diz-lhe: Achamos aquele de quem Moisés escreveu na lei e que os profetas anunciaram: é Jesus de Nazaré, filho de José. 46Respondeu-lhe Natanael: Pode, porventura, vir coisa boa de Nazaré? Filipe retrucou: Vem e vê. 47Jesus vê Natanael, que lhe vem ao encontro, e diz: Eis um verdadeiro israelita, no qual não há falsidade. 48Natanael pergunta-lhe: Donde me conheces? Respondeu Jesus: Antes que Filipe te chamasse, eu te vi quando estavas debaixo da figueira. 49Falou-lhe Natanael: Mestre, tu és o Filho de Deus, tu és o rei de Israel. 50Jesus replicou-lhe: Porque eu te disse que te vi debaixo da figueira, crês! Verás coisas maiores do que esta. 51E ajuntou: Em verdade, em verdade vos digo: vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem.

3) Reflexão  - Jo 1, 43-51

*  Jesus voltou para a Galiléia. Encontrou Filipe e o chamou: "Segue-me!" O objetivo do chamado é sempre o mesmo: "seguir Jesus". Os primeiros cristãos fizeram questão de conservar os nomes dos primeiros discípulos. De alguns conservaram até os apelidos e o nome do lugar de origem. Filipe, André e Pedro eram de Betsaida (Jo 1,44). Natanael era de Caná (Jo 22,2). Hoje, muitos esquecem os nomes das pessoas que estão na origem da sua comunidade. Lembrar os nomes é uma forma de conservar a identidade.
*  Filipe encontra Natanael e fala com ele sobre Jesus: "Encontramos aquele de quem escreveram Moisés, na Lei, e os profetas! É Jesus, o filho de José, de Nazaré!" Jesus é aquele para o qual apontava toda a história do Antigo Testamento.
*  Natanael pergunta: "De Nazaré pode vir coisa boa?" Possivelmente, na pergunta dele transparece a rivalidade que costuma existir entre as pequenas aldeias de uma mesma região: Caná e Nazaré. Além disso, conforme o ensinamento oficial dos escribas, o Messias viria de Belém na Judéia. Não podia vir de Nazaré na Galiléia (Jo 7,41-42). André dá a mesma resposta que Jesus tinha dado aos outros dois discípulos: "Venha e veja você mesmo!" Não é impondo, mas sim vendo que as pessoas se convencem. Novamente, o mesmo processo: encontrar, experimentar, partilhar, testemunhar, conduzir até Jesus!
*  Jesus vê Natanael e diz: "Eis um israelita autêntico, sem falsidade!" E afirma que já o conhecia quando estava debaixo da figueira. Como é que Natanael podia ser um "israelita autêntico" se ele não aceitava Jesus como messias? Natanael "estava debaixo da figueira". A figueira era o símbolo de Israel (cf. Mq 4,4; Zc 3,10; 1Rs 5,5). Israelita autêntico é aquele que sabe desfazer-se das suas próprias idéias quando percebe que elas estão em desacordo com o projeto de Deus. O israelita que não está disposto a fazer esta conversão não é autêntico nem honesto. Natanael é autêntico. Ele esperava o messias de acordo com o ensinamento oficial da época (Jo 7,41-42.52). Por isso, inicialmente, não aceitava um messias vindo de Nazaré. Mas o encontro com Jesus ajudou-o a perceber que o projeto de Deus nem sempre é do jeito que a gente o imagina ou deseja. Ele reconhece o seu engano, muda de idéia, aceita Jesus como messias e confessa: "Mestre, tu és o filho de Deus, tu és o rei de Israel!" A confissão de Natanael é apenas o começo. Quem for fiel, verá o céu aberto e os anjos subindo e descendo sobre o Filho do Homem.  Experimentará que Jesus é a nova ligação entre Deus e nós, seres humanos. É a realização do sonho de Jacó (Gn 28,10-22).

4) Para um confronto pessoal

1) Qual o título de Jesus de que você mais gosta? Por que?
2) Teve intermediário entre você e Jesus?

5) Oração final

O Senhor é bom,
sua misericórdia é eterna
e sua fidelidade se estende de geração em geração. (Sal 99, 5)